Como que isso acontece? Com que permissão? Calma ai, não era para sempre??
No post anterior a primeira tirinha fala de um príncipe encantado que nunca chega. E se, além dele não chegar, vir o vilão? Tenso.
Sei que de todos os vilões, de qualquer desenho, de qualquer reino, nenhum é tão seco e cruel quanto aquela que tem o poder de matar sorrateiramente. Sem dizer frases diabólicas, avisar mandando um fiel escudeiro atrapalhado ou sequestrar por um curto período o lado bom da força e no final perder, ela chega sem antes ser conhecida, sem ser anunciada, e causa um estrago instantâneo quando pisa no reino. Ela, a morte, não espera nada nem ninguém, e mesmo se você é do bem, ela não quer saber, todo mundo para o mesmo caldeirão!
Deixando o conto de fadas de lado, falar sobre a morte é algo que se fala a todo momento, mas quando se sente, a história é outra. Justamente por ser tão difícil, comecei o texto falando dessa forma, usando de metáfora para conseguir ir adiante, uma metáfora boba de contos de fada para falar do assalto que sofre a alma quando alguém querido te deixa...
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O que mais me deixa indignada é como em segundos a vida te tira quem você ama a anos!!! Saber que nunca mais você vai conversar com aquela pessoa, que ela nunca mais vai te ligar e contar sobre seu dia, ouvir ela chamar seu nome de forma carinhosamente errada, caminhar na mata, aprender sobre as montanhas da natureza e da vida, sobre a história do homem e sua literatura, sobre suas queridas abelhas, sobre música clássica e os imperadores romanos... Como assim??? Como assim nunca mais? Como assim, em segundos, sem te preparar, sem te dizer nada?!!! É um golpe em tudo, sabe aquela expressão: "uma facada no estômago"? Então, é no estômago, no coração, no fígado, no pulmão, é uma facada em tudo. Na mente? Nem falo nada...
Em algum lugar do passado li essa frase, não me recordo aonde, mas era assim:
"A saudade é a memória do coração"
Essa frase é curta e simples, mas muito bela e intensa... É exatamente isso que sinto. É como se o coração virasse uma secretária eletrônica quando alguém morre: vários recados deixados e agora só eles que trazem aquela voz novamente, pois nunca mais aquele número vai te ligar, sendo assim, a memória da secretária, ou melhor, do coração, vira a eterna saudade do que já foi dito e de dizer alô novamente...
Mais uma vez minha bochecha se enche de lágrima e aqui (mesmo não sendo o intuito desse blog, tratar de acontecimentos pessoais) deixo um pedaço de mim. Outro pedaço foi com ele, outro está na minha cidade natal (na qual não posso estar agora, o que dói ainda mais..) e agora resta saber qual que está aqui a escrever...
Obrigada por tudo vô, obrigada por tudo Grande Foco...