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sábado, 5 de junho de 2010

O sentimento explica

No final de tudo:
eu,
vc,
o amigo,
a caixa do supermercado,
a mãe, 
o atleta,
o traficante,
a professora,
o gay,
o playboy,
a massa,
o senador, 
o médico,
o nerd,
a sobrinha, 
o cineasta,
o falso moralista,
o engenheiro,
o agricultor,
o homofóbico,
a criança,
a invejosa,
o mundo,
querem a mesma coisa,
amor.
E pela falta dele que estamos assim.
Parece clichê, mas não é.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Candy, sweet, love.

        Eu gosto muito do início desse filme.
        Sempre sinto uma nostalgia por duas coisas: Uma é o Heath Ledger, o primeiro ator da minha geração que se foi cedo demais, sinto um rastro de James Jean para gerações anteriores.Para mim, ele (Ledger) foi o Jean da minha. Como eu gostava de seu trabalho, desde "O Patriota".
        E quem não lembra de "10 Coisas que eu Odeio em você" ? Aquele cabeludo misterioso cantando "You just to good to be truth, can't take my eyes of you..." É de deixar qualquer guria boba, e deixou todas as adolescentes dos anos 90 com esse filme na cabeça, sei disso pois até hj, pode perguntar para qualquer uma, se ela não lembra do SBT passando esse filme.
        A outra, é a nostalgia de quem não viveu a cena, é engraçado quando sentimos saudades do que ainda não vivemos...  espero que não demore :)
Fica a cena de "Candy,"(2004) filme com um tema sempre polêmico, mas bem bacana. E no elenco ainda podemos ver o magnífico Geoffrey Rush.



domingo, 7 de junho de 2009

Não existiria som se não houvesse o silêncio

        Estava na casa de uma querida amiga quando avistei em uma estante repleta de bons livros (bons mesmo!! que estante, né Anita? =) ) achei um livrinho com algumas poesias do Mário Quintana. Minha mente até agora pensa nessas palavras:

O que faz as coisas pararem no tempo é a saudade.
Amizade- Quando o silêncio a dois não se torna incômodo.
Amor- Quando o silêncio a dois se torna cômodo.
A saudade que dói mais fundo - e irremediavelmente- é a saudade que temos de nós.
Os que fazem amor não estão fazendo apenas amor: estão dando corda no relógio do mundo.
- Mário Quintana

        Me lembrou uma cena de um filme bem conhecido, um romancezinho, daqueles mais maduros, legais de assistir: "9 1/2 Semanas de Amor" (1986), com Mickey Rourke e Kim Basinger.
        Na verdade não há tanto silêncio nessa cena, mas a sonoridade é magnífica! Cada pedaço, líquido, forma que ele apresenta a ela traz uma sensação que só quem está provando pode descrever, mas o som, que antecipa a degustação, já é um ótimo afrodisíaco para essa cena tão bem elaborada e com uma conexão entre os atores muito boa.