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quarta-feira, 28 de julho de 2010
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Foto e poesias
Sou apaixonada por imagens, em movimento ou estáticas, posso ficar horas olhando e imaginando várias coisas. Achei por acaso o trabalho desse fotógrafo português, o José Luís Cunha. De Aveiro, Portugal, já ganhou diversos prêmios. Bom, suas imagens falam muito mais do que ficar escrevendo sua biografia aqui.
"A Fotografia eterniza momentos.
A Poesia eterniza sentimentos.
A Fotografia é a Poesia da imagem.
A Poesia é a fotografia das sensações. "
E-mail para contato: ze_luis_fc@hotmail.com
terça-feira, 13 de julho de 2010
Long life Rock n Roll \m/
Como já disse em um outro post, não sou chegada muito a datas comemorativas, fora os aniversários, claro. Mas essas datas são boas desculpas para explicitar o gosto pessoal sem se impor, né?? E eu como uma rockeira de berço e alma, não poderia deixar passar em branco esse dia, o Dia Internacional do Rock \m/ !
Eu não sei como e porque foi definido esse dia e, sinceramente, não estou com saco nem tempo de procurar. O fato é que vou deixar aqui dois de muuuuuitos momentos do rock que curto muito!
Woodstock. Nossa, daria tudo para ter ido a esse festival, que época! Nem preciso entrar na questão do contexto que o envolvia, parto logo para as apresentações: Joe Cocker cantando "With a Little Help for my Friends", Sly & the Family Stone pedindo as letras da palavra L-O-V-E, a querida Janis, Ten Years After, Creedence, The Who...
Os que mais me marcaram foram as apresentações de Santana e de Grace Slick pelo Jefferson Airplane:
Santana - Se liga na conexão entre os músicos, na vontade pulsante que eles estão de tocar, no efeito que cada corda, cada batida transborda na banda e no público! Quando vejo um show assim, que invejo ainda mais esses tempos!! Tempos em que a iluminação, fumaça, performances acrobáticas e lasers não eram o mais importante do show, e sim a música. Mas o mais bacana ainda dessa apresentação, se chama Michael Shrieve! Ele tinha apenas 20 anos quando tocou bateria nessa apresentação do Santana e ficou para sempre conhecido por isso: tanto por tocar muito bem, com solo bem massa, quanto pela vontade de tocar, pelo prazer, pelo tesão estampado no rosto de estar ali fazendo música!
Jefferson Airplane - Com a diva, Grace Slick e músicos em plena sintonia com a galera, "White Rabitt" é tocada no amanhecer do dia 17 de agosto, penúltimo dia do Festival. A música, de letra super psicodélica, fica linda na voz de Grace, com o sol batendo em seu rosto e toda aquele clima de paz e amor...
E eu não poderia deixar de postar A banda né? The Doors! A "Waiting for the Sun" não tem clipe, mas achei essa edição no YouTube que ficou muito boa! O cara misturou shows com imagens do filme de Oliver Stone, pega ai:
E para terminar, vou o clipe de uma banda mais recente, para não acharem que eu só curto dinossauros.. Cara tá difícil as de agora, estão todas nessa onda Emo ai, F#%@ viu... Então fica Audioslave. Não é tão novo assim, mas eu curto muito o som dos caras, tanto música quanto letra..
Long life Rock n Roll !
terça-feira, 6 de julho de 2010
Coisas que ninguém me disse II
Como que isso acontece? Com que permissão? Calma ai, não era para sempre??
No post anterior a primeira tirinha fala de um príncipe encantado que nunca chega. E se, além dele não chegar, vir o vilão? Tenso.
Sei que de todos os vilões, de qualquer desenho, de qualquer reino, nenhum é tão seco e cruel quanto aquela que tem o poder de matar sorrateiramente. Sem dizer frases diabólicas, avisar mandando um fiel escudeiro atrapalhado ou sequestrar por um curto período o lado bom da força e no final perder, ela chega sem antes ser conhecida, sem ser anunciada, e causa um estrago instantâneo quando pisa no reino. Ela, a morte, não espera nada nem ninguém, e mesmo se você é do bem, ela não quer saber, todo mundo para o mesmo caldeirão!
Deixando o conto de fadas de lado, falar sobre a morte é algo que se fala a todo momento, mas quando se sente, a história é outra. Justamente por ser tão difícil, comecei o texto falando dessa forma, usando de metáfora para conseguir ir adiante, uma metáfora boba de contos de fada para falar do assalto que sofre a alma quando alguém querido te deixa...
O que mais me deixa indignada é como em segundos a vida te tira quem você ama a anos!!! Saber que nunca mais você vai conversar com aquela pessoa, que ela nunca mais vai te ligar e contar sobre seu dia, ouvir ela chamar seu nome de forma carinhosamente errada, caminhar na mata, aprender sobre as montanhas da natureza e da vida, sobre a história do homem e sua literatura, sobre suas queridas abelhas, sobre música clássica e os imperadores romanos... Como assim??? Como assim nunca mais? Como assim, em segundos, sem te preparar, sem te dizer nada?!!! É um golpe em tudo, sabe aquela expressão: "uma facada no estômago"? Então, é no estômago, no coração, no fígado, no pulmão, é uma facada em tudo. Na mente? Nem falo nada...
Em algum lugar do passado li essa frase, não me recordo aonde, mas era assim:
"A saudade é a memória do coração"
Essa frase é curta e simples, mas muito bela e intensa... É exatamente isso que sinto. É como se o coração virasse uma secretária eletrônica quando alguém morre: vários recados deixados e agora só eles que trazem aquela voz novamente, pois nunca mais aquele número vai te ligar, sendo assim, a memória da secretária, ou melhor, do coração, vira a eterna saudade do que já foi dito e de dizer alô novamente...
Mais uma vez minha bochecha se enche de lágrima e aqui (mesmo não sendo o intuito desse blog, tratar de acontecimentos pessoais) deixo um pedaço de mim. Outro pedaço foi com ele, outro está na minha cidade natal (na qual não posso estar agora, o que dói ainda mais..) e agora resta saber qual que está aqui a escrever...
Obrigada por tudo vô, obrigada por tudo Grande Foco...
Coisas que ninguém me disse
Por acaso achei o blog desse cartunista, o Alex Noriega e achei bem massa! Ilustrações simples, com traços de desenho (sem ser pelo photoshop, 3D, 7D, 12D,1$&D.. eheh) e com conteúdo bem bacana:
coisas que ninguém te disse!
terça-feira, 29 de junho de 2010
'Diagramando' Walter Salles
Se me perguntarem o motivo pelo qual quero seguir cinema como profissão, uma dos nomes citados na resposta será: Walter Salles. Seu filmes me impactaram e me emocionam até hoje. A nobre mistura entre o real e o ficcional, entre o documentário e o longa-metragem, entre o renomado ator e uma pessoa que nunca fez cinema, essa possibilidade dos dois mundos, muito me cativa.
Na faculdade, mais precisamente, na matéria de Secretária Gráfica, o trabalho final era fazer uma matéria de revista sobre alguém que você admira como artista. Quem escolhi? Ele, claro! Quando o querido @berthone, minha dupla, gostou da idéia foi só correr pro abraço, quer dizer, para o InDesing :p
Esse foi o resultado final, modestamente, adorei !!!
Ensaios Brasileiros - Walter Salles
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domingo, 27 de junho de 2010
A vida é colorida, a realidade é preto e branca
Aluguei ontem "A identidade de nós mesmos", do Wim Wenders. Comecei a gostar desse diretor em "No Decurso do Tempo", a admirar em "Um Truque de Luz" e agora a ficar fã com esse filme.
Essa parte é sensacional.
Em "A Identidade de nós mesmos" Wenders fala sobre a questão da identidade em um mundo com tanta diversidade, do quanto essa diversidade influencia e causa exatamente a perda da identidade, do real, do que é possível, do ser humano e que pior, a identidade está fora da moda. Ele fala sobre isso através de um estilista que muito admira, o japonês Yohji Yamamoto.
Uma vez, ao comprar um paletó e uma blusa, Wenders se sentiu tão bem que se assustou. Aquela roupa trouxe uma sensação nostalgica, um cheiro da infância permeou seus sentidos, ao colocar aquela roupa que lhe caiu tão bem. Aquilo o deixou curioso, pois há tempos não se via tão bem no espelho, viu ali um quê diferente, um quê de realidade, foi assim que chegou até Yamamoto.
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| Win Wenders e Yohji Yamamoto |
O filme é praticamente um documentário e é meio parado, tanto o diretor quanto Yamamoto falam calma e pausadamente, o que faz com que o espectador possa digerir aos poucos as informações que recebe. No clima da Copa eu estava mais era pra "Missão Impossível" (com esse time...voltando!) mas esse me chamou bastante atenção não só pelo todo, pelos takes aonde tinham três imagens diferentes ao mesmo tempo (só vendo para ver como ficou boa essa montagem) e pela forma como Yohji toca seu trabalho. Fica clara o porque da admiração de Wenders pelo estilista e em uma parte do filme acontece essa seguinte situação:
Wenders (locução): - Perguntei a Yohji sobre estilo. Como ele poderia apresentar uma dificuldade enorme para criatividade... O estilo podia se tornar uma prisão, uma sala de espelhos onde você só consegue se espelhar e se imitar. Yohji disse que conhecia bem esse problema, e que claro, havia caído nessa prisão.
"Escapei dela - ele disse - quando aprendi a aceitar o meu estilo e de repente, a prisão se abrira."
Isso para mim é um autor: alguém que, para começar, tem algo a dizer, que sabe se expressar com sua própria voz e que finalmente encontra em si a força e a insolência necessária para se tornar o guardião de sua prisão, e não continuar prisioneiro.
"Escapei dela - ele disse - quando aprendi a aceitar o meu estilo e de repente, a prisão se abrira."
Isso para mim é um autor: alguém que, para começar, tem algo a dizer, que sabe se expressar com sua própria voz e que finalmente encontra em si a força e a insolência necessária para se tornar o guardião de sua prisão, e não continuar prisioneiro.
Essa parte é sensacional.
Por quantas vezes repetimos os mesmos pensamentos, permanecemos nas mesmas dúvidas, com medo de estabelecer um pensamento final.
Por quantas vezes desejamos ser aquilo que não somos, aquilo que não temos, aquilo que parece ser mais bonito, colorido, prazeroso, mas que no final tem as mesmas dúvidas, insatisfações, angústias que nós. Apenas se apresenta mais colorido, e por assim sendo, não é real.
Se pegarmos o que temos em nós e aceitarmos como o melhor que podemos ser e oferecer, com certeza a mente abre para que aquilo sofra, ou melhor, ganhe, uma explosão de criatividade, de beleza, de satisfação, fazendo com que possamos nos surpreender com nós mesmos! É como se o caminho antes ocupado pelo desejo de ser outro (obs: não confunda ser o outro com mudar a si próprio..) fosse uma verdadeira prisão e ao reconhcer aquilo que se tem e fazer o melhor com isso, você se torna o guardião do conhecimento, saindo do lugar de prisioneiro para o do ser livre.
Se pegarmos o que temos em nós e aceitarmos como o melhor que podemos ser e oferecer, com certeza a mente abre para que aquilo sofra, ou melhor, ganhe, uma explosão de criatividade, de beleza, de satisfação, fazendo com que possamos nos surpreender com nós mesmos! É como se o caminho antes ocupado pelo desejo de ser outro (obs: não confunda ser o outro com mudar a si próprio..) fosse uma verdadeira prisão e ao reconhcer aquilo que se tem e fazer o melhor com isso, você se torna o guardião do conhecimento, saindo do lugar de prisioneiro para o do ser livre.
Yamamoto é um dos mais bem conceituados estilistas dessa época e seu trabalho se destaca não por detalhes exuberantes, modelos dignos de Grécia antiga ou status, mas sim porque simplismente as roupas caem bem nas pessoas, afinal, aquelas que as vestem, são reais.
"A vida é colorida, mas a realidade é preto e branco" é uma frase dita em outro filme do Wenders, o qual ainda não assiti, mas será minha próxima locação. Não preciso comentar mais nada, ela resume o modesto parágrafo que acabei de escrever...
Abaixo o trecho do filme no qual essa parte acontece:
No próximo post vou abordar essa questão do ser, da roupa, do corpo real. Ela também é trabalhada no filme e vale trazer aqui, só que estou cansada e amanhã tem jogo, quero tocer bastante!
Depois que o colorido da Copa passar, volto para o preto e branco da vida...
Depois que o colorido da Copa passar, volto para o preto e branco da vida...
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