sábado, 9 de outubro de 2010

Quotes from special doors


"A música é algo muito erótico.
Uma de suas funções é purgar a emoção.
Chamar nossa música de orgástica significa dizer que somos capazes de levar as pessoas a uma espécia de orgasmo emocional por meio de palavras e melodia. Um show ferve para valer quando os músicos e a platéia alcançam uma espécie de experiência conjunta. É inspirador e prazeroso saber que as várias limitações que separam uma pessoa da outra são reduzidas no espaço de uma hora.Talvez poderíamos ser chamados de políticos eróticos. Quando nos apresentamos estamos participando da criação de um mundo e celebramos isso com o público. Torna-se uma esculturas de corpos em movimento. Isso é política, mas nossa força é sexual" Jim Morrison




     Estou lendo The Doors por The Doors com Ben Fong-Torres. O livro é muito massa! Narrado por entrevistas e alguns complementos de Torres, é repleto de fotos raras ou nunca publicadas do arquivo pessoal da banda. Está sendo interessante pois, encontro em vários relatos, a imagem que tinha de Jim: autêntico. Como Ray Manzareck fala em um trecho: "Morrison foi um dos poucos, se não o único, artista que conheci que acreditava no que estava dizendo. Ele viva aquele tipo de vida. Não fazia suas loucuras no palco e depois ia para casa assistir TV, beber cerveja e rir daquilo tudo. Ele era um cara que vivia aquela vida o tempo todo". 
     Sempre achei muito sincera e libertária a expressão corporal de Jim nos shows, além da música, esse elemento é essencial para meu gosto intenso pela banda. The Doors foi uma banda muito franca, muito "essa música somos nós". Claro que há outras bandas assim, mas ai rola aquele lance da identificação também.. 
To be continued ---



The Doors por The Doors
Ben Fong-Torres
432 páginas
Editora Agir
R$ 60,00

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Somewhere with Coppola

     Sofia Coppola está em todas! Além de ter ganhado o Leão de Ouro no Festival de Veneza desse ano, posou para a capa da Revista Vogue L'Uomo e estréia seu longa vencedor do Festival, "Somewhere", aqui no Brasil.

      Comecei a prestar mais atenção nela depois de "Maria Antonieta", filme que muita gente criticou pelo roteiro "fraco", pois, esperavam a biografia da Rainha. O grande lance do filme é exatamente esse! Ela não se preocupou em contar toda história, da ascensão a queda de Marie Antoinette, Coppola focou em uma parte só, a adolescência, na qual ela se tornou Rainha. O filme é lindo! Não é por menos  ganhou o Oscar de Melhor Figurino em 2006, as roupas são muito fiés as daquela época, entre 1755 até 1800. As filmagens aconteceram no próprio Palácio de Versailles, na França, onde toda história foi verdade, um verdadeiro sonho alguns takes dentro dele...
     Um outro ponto forte do filme é a trilha sonora moderna que inclui The Strokes, Bow Wow Wow, The Cure, Radio Department encaixados perfeitamente no tempo em que se passa a verídica história, no século XVIII. Por exemplo Julio Casablancas que embala o amor de Condo Fersen e Marie Antoinette com sua voz arrastada em What Ever Happened "I wanna be forgotteeeeeeeennn, and I don't wanna be remindeeeeed....."

       Gostei dessa capa da Vogue L'Uomo, vale conferir também a outra, uma versão com Quentin Tarantino.

Kirsten Dunst e Sofia Coppola nas gravações de Maria Antonieta em 2006


                       What Ever Happeeeeend








                      Trailer "Somewhere"

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Life Soundtrack II

I wanna kiss you in Paris
I wanna hold your
hand in Rome
I wanna run
naked in a rainstorm Make love in a train cross-country
You
put this in me
So now what, so
now what?




Poor is the man whose pleasure depends 
on the permission of another

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Ética no Jonalismo

     Como o post sobre a objetividade no jornalismo escrevi outro texto para faculdade no mesmo estilo: leitura e opinião. O professor é o mesmo, grande mestre Fernando de Almeida Sá, mas agora a matéria é Ética. Ele trabalha esse semestre com o livro "Ética da Informação" de Daniel Cornu.
     O texto não está na íntegra, pois, aqui no Blog, ficaria muito extenso. Porém, os trechos mais relevantes estão copiados. Vale lembrar que o intuito do texto não foi disucutir a ética e toda as suas vertentes, somente a relação Ética/Jornalismo.

     Eu não acredito na ética. Essa ética sempre atrelada ao discurso do moralista ou discutida na TV, não, não mesmo. Falar sobre isso me lembra a questão da objetividade no jornalismo: Os jornais levantam a bandeira da objetividade como o principal compromisso com o leitor, mas todo mundo sabe que isso não passa de história para “massa” dormir. Um porque é impossível se separar da subjetividade e outro por questões econômicas e políticas.

     Ao ler o livro e me deparar com a Declaração dos Deveres e Direitos dos Jornalistas, mais conhecida como Declaração de Munique, tenho a sensação de ser um documento utilizado da mesma forma que o dos Direitos Humanos: está no papel, porém, o cotidiano do mundo mostra que esses direitos não são seguidos. Os mesmos só são “lembrados” quando acontece algo que choca a população e alguém levanta para dizer que é inadmissível aquele fato, respaldado nas leis dos Direitos Humanos.

     Não quero dizer que sou contra leis, regulamentações, senso e até mesmo contra a ética, não é isso. O que quero dizer é que ela existe enquanto lei, regulamentação, enquanto superego, principalmente se estiver em relação com o jornalismo. Acho que leis e governo são pilares para ajudar o Estado na estruturação de uma vida civil mais harmoniosa, pois limites são necessários em qualquer construção, seja ela de cunho subjetivo ou social, e a ética também entra nisso. A crítica acontece não pela existência de todas as vertentes que a ética cria em torno dela, mas sim porque ela não é sentida. A tal “ética” me lembra o discurso do homem por toda sua história: fala da paz fazendo a guerra.

     Peguei três pontos do livro que podem ilustrar bastante as afirmações acima: O respeito à pessoa humana, o respeito à vida privada e a pressão tecnológica na rapidez da matéria.

     A pressão tecnológica se acentua ainda mais nos dias de hoje como, ao meu ver, uma das piores questões para o jornalista lidar. Desenvolver texto ou qualquer outra atividade sobre pressão, quase sempre resulta em um péssimo trabalho. E se esse trabalho ganha mais importância pela velocidade que sua disseminação acontece do que pelo seu conteúdo, a ética passa ainda mais longe das redações. Hoje o tempo que se tem para investigar, analisar, escrever, revisar e, ai, publicar é muito curto! Enquanto você está preocupado com a qualidade e veracidade do texto outro veículo, mesmo sem ter certeza de todas as informações, já deu a notícia e aquela matéria não é mais informação. A chegada da televisão enfatizou essa problemática para o impresso e com a chegada da Internet, agora até ela está “ultrapassada” na informação. Para o impresso ficou ainda pior, antes de ser lido já está enrolando o peixe da feira, coisa que só acontecia no dia seguinte. Com essa velocidade que é digna de máquinas e não de homens, publicar algo falso, que possa difamar alguém perdendo o respeito pelo ser humano e pela vida privada da pessoa, é bastante provável que aconteça, pois não se teve tempo para averiguar com ética e bom senso aquela informação. E é nessa hora, na vida real, no cotidiano, que Declarações, Direitos e ética vão pro ralo, tanto pela pressão da rapidez, mas também por um outro lado, o lado de quem lê.

     Muitas pessoas reclamam do conteúdo jornalístico dos meios de comunicação, dizem que só falam de violência, sexo e celebridades. Porém, o mais curioso, é que esses conteúdos são os mais vendidos nas bancas, vistos na TV ou acompanhados na internet, e se tirarmos esses elementos, a audiência e as vendas caem vertiginosamente. O público pede por essa invasão da privacidade alheia, pede por esse desrespeito ao ser humano quando, por exemplo, acontece alguma situação de violência e aquilo é veiculado livremente sem uma ética para amenizar imagens ou depoimentos. Os paparazzos são outro exemplo disso, são frutos de um desejo humano de saber da vida do outro sem escrúpulos, uma curiosidade acompanhada sempre do julgamento, que ultrapassa todos os limites da ética de direito a privacidade.
      A falta de ética do jornalista não é só dele, é do seu público também. É do ser humano, é do instinto, aquele que não dá para ser domesticado, aquilo que passa longe da objetividade.
     Na verdade, eu poderia ter pegado todo esse texto e ter resumido em uma só frase do ilustre Nelson Rodrigues: A Ética é a estética que vem de dentro. 



E quem não conhece esses dois?


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

...

When there's nothing else to loose, and nothing but the wind...
Bob Dylan

Clint Eastwood

Paul Mccartney

Briget Bardo
Mike Jagger

Marlon Brando

                               Get yourself a motorcycle!