sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Somewhere with Coppola

     Sofia Coppola está em todas! Além de ter ganhado o Leão de Ouro no Festival de Veneza desse ano, posou para a capa da Revista Vogue L'Uomo e estréia seu longa vencedor do Festival, "Somewhere", aqui no Brasil.

      Comecei a prestar mais atenção nela depois de "Maria Antonieta", filme que muita gente criticou pelo roteiro "fraco", pois, esperavam a biografia da Rainha. O grande lance do filme é exatamente esse! Ela não se preocupou em contar toda história, da ascensão a queda de Marie Antoinette, Coppola focou em uma parte só, a adolescência, na qual ela se tornou Rainha. O filme é lindo! Não é por menos  ganhou o Oscar de Melhor Figurino em 2006, as roupas são muito fiés as daquela época, entre 1755 até 1800. As filmagens aconteceram no próprio Palácio de Versailles, na França, onde toda história foi verdade, um verdadeiro sonho alguns takes dentro dele...
     Um outro ponto forte do filme é a trilha sonora moderna que inclui The Strokes, Bow Wow Wow, The Cure, Radio Department encaixados perfeitamente no tempo em que se passa a verídica história, no século XVIII. Por exemplo Julio Casablancas que embala o amor de Condo Fersen e Marie Antoinette com sua voz arrastada em What Ever Happened "I wanna be forgotteeeeeeeennn, and I don't wanna be remindeeeeed....."

       Gostei dessa capa da Vogue L'Uomo, vale conferir também a outra, uma versão com Quentin Tarantino.

Kirsten Dunst e Sofia Coppola nas gravações de Maria Antonieta em 2006


                       What Ever Happeeeeend








                      Trailer "Somewhere"

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Life Soundtrack II

I wanna kiss you in Paris
I wanna hold your
hand in Rome
I wanna run
naked in a rainstorm Make love in a train cross-country
You
put this in me
So now what, so
now what?




Poor is the man whose pleasure depends 
on the permission of another

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Ética no Jonalismo

     Como o post sobre a objetividade no jornalismo escrevi outro texto para faculdade no mesmo estilo: leitura e opinião. O professor é o mesmo, grande mestre Fernando de Almeida Sá, mas agora a matéria é Ética. Ele trabalha esse semestre com o livro "Ética da Informação" de Daniel Cornu.
     O texto não está na íntegra, pois, aqui no Blog, ficaria muito extenso. Porém, os trechos mais relevantes estão copiados. Vale lembrar que o intuito do texto não foi disucutir a ética e toda as suas vertentes, somente a relação Ética/Jornalismo.

     Eu não acredito na ética. Essa ética sempre atrelada ao discurso do moralista ou discutida na TV, não, não mesmo. Falar sobre isso me lembra a questão da objetividade no jornalismo: Os jornais levantam a bandeira da objetividade como o principal compromisso com o leitor, mas todo mundo sabe que isso não passa de história para “massa” dormir. Um porque é impossível se separar da subjetividade e outro por questões econômicas e políticas.

     Ao ler o livro e me deparar com a Declaração dos Deveres e Direitos dos Jornalistas, mais conhecida como Declaração de Munique, tenho a sensação de ser um documento utilizado da mesma forma que o dos Direitos Humanos: está no papel, porém, o cotidiano do mundo mostra que esses direitos não são seguidos. Os mesmos só são “lembrados” quando acontece algo que choca a população e alguém levanta para dizer que é inadmissível aquele fato, respaldado nas leis dos Direitos Humanos.

     Não quero dizer que sou contra leis, regulamentações, senso e até mesmo contra a ética, não é isso. O que quero dizer é que ela existe enquanto lei, regulamentação, enquanto superego, principalmente se estiver em relação com o jornalismo. Acho que leis e governo são pilares para ajudar o Estado na estruturação de uma vida civil mais harmoniosa, pois limites são necessários em qualquer construção, seja ela de cunho subjetivo ou social, e a ética também entra nisso. A crítica acontece não pela existência de todas as vertentes que a ética cria em torno dela, mas sim porque ela não é sentida. A tal “ética” me lembra o discurso do homem por toda sua história: fala da paz fazendo a guerra.

     Peguei três pontos do livro que podem ilustrar bastante as afirmações acima: O respeito à pessoa humana, o respeito à vida privada e a pressão tecnológica na rapidez da matéria.

     A pressão tecnológica se acentua ainda mais nos dias de hoje como, ao meu ver, uma das piores questões para o jornalista lidar. Desenvolver texto ou qualquer outra atividade sobre pressão, quase sempre resulta em um péssimo trabalho. E se esse trabalho ganha mais importância pela velocidade que sua disseminação acontece do que pelo seu conteúdo, a ética passa ainda mais longe das redações. Hoje o tempo que se tem para investigar, analisar, escrever, revisar e, ai, publicar é muito curto! Enquanto você está preocupado com a qualidade e veracidade do texto outro veículo, mesmo sem ter certeza de todas as informações, já deu a notícia e aquela matéria não é mais informação. A chegada da televisão enfatizou essa problemática para o impresso e com a chegada da Internet, agora até ela está “ultrapassada” na informação. Para o impresso ficou ainda pior, antes de ser lido já está enrolando o peixe da feira, coisa que só acontecia no dia seguinte. Com essa velocidade que é digna de máquinas e não de homens, publicar algo falso, que possa difamar alguém perdendo o respeito pelo ser humano e pela vida privada da pessoa, é bastante provável que aconteça, pois não se teve tempo para averiguar com ética e bom senso aquela informação. E é nessa hora, na vida real, no cotidiano, que Declarações, Direitos e ética vão pro ralo, tanto pela pressão da rapidez, mas também por um outro lado, o lado de quem lê.

     Muitas pessoas reclamam do conteúdo jornalístico dos meios de comunicação, dizem que só falam de violência, sexo e celebridades. Porém, o mais curioso, é que esses conteúdos são os mais vendidos nas bancas, vistos na TV ou acompanhados na internet, e se tirarmos esses elementos, a audiência e as vendas caem vertiginosamente. O público pede por essa invasão da privacidade alheia, pede por esse desrespeito ao ser humano quando, por exemplo, acontece alguma situação de violência e aquilo é veiculado livremente sem uma ética para amenizar imagens ou depoimentos. Os paparazzos são outro exemplo disso, são frutos de um desejo humano de saber da vida do outro sem escrúpulos, uma curiosidade acompanhada sempre do julgamento, que ultrapassa todos os limites da ética de direito a privacidade.
      A falta de ética do jornalista não é só dele, é do seu público também. É do ser humano, é do instinto, aquele que não dá para ser domesticado, aquilo que passa longe da objetividade.
     Na verdade, eu poderia ter pegado todo esse texto e ter resumido em uma só frase do ilustre Nelson Rodrigues: A Ética é a estética que vem de dentro. 



E quem não conhece esses dois?


segunda-feira, 20 de setembro de 2010

...

When there's nothing else to loose, and nothing but the wind...
Bob Dylan

Clint Eastwood

Paul Mccartney

Briget Bardo
Mike Jagger

Marlon Brando

                               Get yourself a motorcycle!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Life Soundtrack

     Lembro de na escola, no primeio ou segundo ano, ouvir meus amigos falarem sobre uma banda chamada 311. Fui procurar o som e até hoje, se a vida tivesse uma caixa de som embutida, essa banda iria tocar em vários momentos.
     É um pouco difícil achar uma galera que curte 311, até tem, mas o povo conhece mais é Incubus e Sublime, bandas iradas tb!! Mas não sei porque, aqui não é tão divulgado. Até material dos caras mesmo, CD, DVD, o que tenho é metade daqui metade de fora. 
    Amanhã continuo a escrever, vou colocar um vídeo que gosto deles. É uma pena os clips não poderem ser incorporados, vou tentar caçar um que dê amanhã. 
     Essa é a "Use of Time", é mais baladinha, porém quero postar o rock bem mais experimental deles.. me amarro.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Mulheres & Cinema II

     Tem algumas coisas que não tem o que se falar, o silêncio fala muito mais por elas. O silêncio da contemplação, da arte, da imagem, da narração, do afrodisíaco... O silêncio que precede o desejo.

     "Lavoura Arcaica"(2001) é, sem dúvidas, um dos melhores filmes nacionais, tanto na história, quanto na fotografia. Lembro que o assisti quando tinha uns 14, 15 anos, e até hoje as folhas, as palavras, as emoções, os olhares, a dança, a voz sussurrada, não saíram do arquivo móvel. Ao contrário, no infinito do espaço do sofá, com as pernas esticadas para fazer volume, se acha e se perde em cenas de outros.

     Ana, vivida por Simone Spoladore, "se molha de vinho e dança: que demônio mais versátil...". 


     Ahh.. se a sensualidade nacional fosse mostrada assim, não só a nacional, mas a de nós, mulheres reais.

domingo, 15 de agosto de 2010

Sobre o jornalismo e o conceito de objetividade

      Levantei hoje com vontade de dar uma geral em tudo, inclusive no Mac. Essa mania de sair lendo tudo, baixo um monte de arquivos que leio e depois não jogo fora, o que não vale a pena, claro.
    Nessa "faxina virtual" achei um trabalho que fiz ano passado, para matéria de Teoria do Jornalismo, com o mestre Fernando Almeida de Sá. Digo mestre porque esse é mesmo, não participa do pacto de mediocridade da educação brasileira... O trabalho consistia em falar sobre o que o aluno achava do conceito de objetividade e relacionar com um dos filmes passados em aula. Não preciso explicitar a opinião aqui, nessa introdução, ela está claramente presente no texto:

            Comentário sobre o Jornalismo Audiovisual 
         Em 1513, o filósofo Nicolau Maquiavel escreveu em sua mais famosa obra,“O Príncipe”, que a natureza do homem é movida por suas paixões. A história da humanidade era, portanto, cíclica, pois o homem a construía em cima das mesmas emoções, expressando-as de modos diferentes em cada época. Nesse tempo, a imprensa começava a tomar forma e Maquiavel não chegou a viver seus dias com esse mecanismo de informação. Mas será que se ele tivesse vivido os tempos “pós-Gutenberg”, seria capaz de dizer que todos os homens são movidos por suas paixões, menos os jornalistas, que ao relatarem um fato, coloca-as de lado e escrevem o acontecimento sem nenhuma intervenção subjetiva?
       É nesse argumento que se sustenta a Teoria do Espelho, as notícias são o que são porque a realidade assim a determina e o jornalista que a escreve, como diz o parágrafo da segunda opção de comentário: “(...) deve ser mero intermediário entre a realidade e o receptor, sem qualquer intervenção subjetiva”. Essa teoria está enraizada até hoje nas grandes redações e é objeto de constante defesa por parte daqueles que insistem em dizer que o recheio de suas pautas é contido de ingredientes como total transparência e objetividade real.
       Esse é um difícil discurso a ser aceito. Ao olharmos para uma situação trazemos conosco uma lente, essa lente não é somente de aumento, é uma lente de bagagem. Tudo aquilo vivido, lido, escutado, aprendido, entra em ação quando nossos olhos fisiológicos miram algo e automaticamente jogam a imagem na mente gerando a interpretação. A interpretação é feita em conjunto dessa “aparelhagem” que trazemos e que não pode ser separada ou anulada na elaboração de uma notícia porque ela é subjetiva, pessoal e intransferível. Querer dizer que o olhar é puro, a objetividade integralmente presente e negar a influência do estado pessoal do jornalista, é pura demagogia.
      No filme “O Jornal” isso fica claro quando a diretora (Glen Close) de um famoso jornal norte americano coloca seus feridos sentimentos sobre o editor (Michael Keaton) e o impede de publicar uma notícia verdadeira em troca de uma errada, somente para que ele não vença a disputa de ego que há entre os dois. 

Glenn Close e Michael Keaton em "O Jornal"

       Será que Maquiavel perdeu a valiosa chance de conhecer uma parte dos homens que conseguem a espetacular façanha de em oito horas por dia deixar de lado sua subjetividade e paixões para entrar em uma redação? Ou será que esses homens esqueceram de dizer que não são meros robôs e que a influência pessoal acontece sim, porém seu compromisso com a ética com o público é sempre buscado ao máximo na elaboração da sua notícia?
Fico com a segunda opção, pois sou a favor do homem pensante, crítico, existencial e de um jornalismo munido de diálogo com o leitor, opinião e transparência dentro do que ela realmente pode oferecer e não a que um falso espelho pode apresentar.