quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Mulheres & Cinema II

     Tem algumas coisas que não tem o que se falar, o silêncio fala muito mais por elas. O silêncio da contemplação, da arte, da imagem, da narração, do afrodisíaco... O silêncio que precede o desejo.

     "Lavoura Arcaica"(2001) é, sem dúvidas, um dos melhores filmes nacionais, tanto na história, quanto na fotografia. Lembro que o assisti quando tinha uns 14, 15 anos, e até hoje as folhas, as palavras, as emoções, os olhares, a dança, a voz sussurrada, não saíram do arquivo móvel. Ao contrário, no infinito do espaço do sofá, com as pernas esticadas para fazer volume, se acha e se perde em cenas de outros.

     Ana, vivida por Simone Spoladore, "se molha de vinho e dança: que demônio mais versátil...". 


     Ahh.. se a sensualidade nacional fosse mostrada assim, não só a nacional, mas a de nós, mulheres reais.

domingo, 15 de agosto de 2010

Sobre o jornalismo e o conceito de objetividade

      Levantei hoje com vontade de dar uma geral em tudo, inclusive no Mac. Essa mania de sair lendo tudo, baixo um monte de arquivos que leio e depois não jogo fora, o que não vale a pena, claro.
    Nessa "faxina virtual" achei um trabalho que fiz ano passado, para matéria de Teoria do Jornalismo, com o mestre Fernando Almeida de Sá. Digo mestre porque esse é mesmo, não participa do pacto de mediocridade da educação brasileira... O trabalho consistia em falar sobre o que o aluno achava do conceito de objetividade e relacionar com um dos filmes passados em aula. Não preciso explicitar a opinião aqui, nessa introdução, ela está claramente presente no texto:

            Comentário sobre o Jornalismo Audiovisual 
         Em 1513, o filósofo Nicolau Maquiavel escreveu em sua mais famosa obra,“O Príncipe”, que a natureza do homem é movida por suas paixões. A história da humanidade era, portanto, cíclica, pois o homem a construía em cima das mesmas emoções, expressando-as de modos diferentes em cada época. Nesse tempo, a imprensa começava a tomar forma e Maquiavel não chegou a viver seus dias com esse mecanismo de informação. Mas será que se ele tivesse vivido os tempos “pós-Gutenberg”, seria capaz de dizer que todos os homens são movidos por suas paixões, menos os jornalistas, que ao relatarem um fato, coloca-as de lado e escrevem o acontecimento sem nenhuma intervenção subjetiva?
       É nesse argumento que se sustenta a Teoria do Espelho, as notícias são o que são porque a realidade assim a determina e o jornalista que a escreve, como diz o parágrafo da segunda opção de comentário: “(...) deve ser mero intermediário entre a realidade e o receptor, sem qualquer intervenção subjetiva”. Essa teoria está enraizada até hoje nas grandes redações e é objeto de constante defesa por parte daqueles que insistem em dizer que o recheio de suas pautas é contido de ingredientes como total transparência e objetividade real.
       Esse é um difícil discurso a ser aceito. Ao olharmos para uma situação trazemos conosco uma lente, essa lente não é somente de aumento, é uma lente de bagagem. Tudo aquilo vivido, lido, escutado, aprendido, entra em ação quando nossos olhos fisiológicos miram algo e automaticamente jogam a imagem na mente gerando a interpretação. A interpretação é feita em conjunto dessa “aparelhagem” que trazemos e que não pode ser separada ou anulada na elaboração de uma notícia porque ela é subjetiva, pessoal e intransferível. Querer dizer que o olhar é puro, a objetividade integralmente presente e negar a influência do estado pessoal do jornalista, é pura demagogia.
      No filme “O Jornal” isso fica claro quando a diretora (Glen Close) de um famoso jornal norte americano coloca seus feridos sentimentos sobre o editor (Michael Keaton) e o impede de publicar uma notícia verdadeira em troca de uma errada, somente para que ele não vença a disputa de ego que há entre os dois. 

Glenn Close e Michael Keaton em "O Jornal"

       Será que Maquiavel perdeu a valiosa chance de conhecer uma parte dos homens que conseguem a espetacular façanha de em oito horas por dia deixar de lado sua subjetividade e paixões para entrar em uma redação? Ou será que esses homens esqueceram de dizer que não são meros robôs e que a influência pessoal acontece sim, porém seu compromisso com a ética com o público é sempre buscado ao máximo na elaboração da sua notícia?
Fico com a segunda opção, pois sou a favor do homem pensante, crítico, existencial e de um jornalismo munido de diálogo com o leitor, opinião e transparência dentro do que ela realmente pode oferecer e não a que um falso espelho pode apresentar. 

quarta-feira, 28 de julho de 2010

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Foto e poesias

       Sou apaixonada por imagens, em movimento ou estáticas, posso ficar horas olhando e imaginando várias coisas. Achei por acaso o trabalho desse fotógrafo português, o José Luís Cunha. De Aveiro, Portugal, já ganhou diversos prêmios. Bom, suas imagens falam muito mais do que ficar escrevendo sua biografia aqui.

"A Fotografia eterniza momentos.
 A Poesia eterniza sentimentos.
 A Fotografia é a Poesia da imagem.
 A Poesia é a fotografia das sensações. "







E-mail para contato: ze_luis_fc@hotmail.com

terça-feira, 13 de julho de 2010

Long life Rock n Roll \m/

       Como já disse em um outro post, não sou chegada muito a datas comemorativas, fora os aniversários, claro. Mas essas datas são boas desculpas para explicitar o gosto pessoal sem se impor, né?? E eu como uma rockeira de berço e alma, não poderia deixar passar em branco esse dia, o Dia Internacional do Rock \m/ !
       Eu não sei como e porque foi definido esse dia e, sinceramente, não estou com saco nem tempo de procurar. O fato é que vou deixar aqui dois de muuuuuitos momentos do rock que curto muito!

       Woodstock. Nossa, daria tudo para ter ido a esse festival, que época! Nem preciso entrar na questão do contexto que o envolvia, parto logo para as apresentações: Joe Cocker cantando "With a Little Help for my Friends", Sly & the Family Stone pedindo as letras da palavra L-O-V-E, a querida Janis, Ten Years After, Creedence, The Who... 
       Os que mais me marcaram foram as apresentações de Santana e de Grace Slick pelo Jefferson Airplane:

       SantanaSe liga na conexão entre os músicos, na vontade pulsante que eles estão de tocar, no efeito que cada corda, cada batida transborda na banda e no público! Quando vejo um show assim, que invejo ainda mais esses tempos!! Tempos em que a iluminação, fumaça, performances acrobáticas e lasers não eram o mais importante do show, e sim a música. Mas o mais bacana ainda dessa apresentação, se chama Michael Shrieve! Ele tinha apenas 20 anos quando tocou bateria nessa apresentação do Santana e ficou para sempre conhecido por isso: tanto por tocar muito bem, com solo bem massa, quanto pela vontade de tocar, pelo prazer, pelo tesão estampado no rosto de estar ali fazendo música!





       Jefferson Airplane - Com a diva, Grace Slick e músicos em plena sintonia com a galera, "White Rabitt" é tocada no amanhecer do dia 17 de agosto, penúltimo dia do Festival. A música, de letra  super psicodélica, fica linda na voz de Grace, com o sol batendo em seu rosto e toda aquele clima de paz e amor...




       E eu não poderia deixar de postar A banda né? The Doors! A "Waiting for the Sun" não tem clipe, mas achei essa edição no YouTube que ficou muito boa! O cara misturou shows com imagens do filme de Oliver Stone, pega ai:



       E para terminar, vou o clipe de uma banda mais recente, para não acharem que eu só curto dinossauros.. Cara tá difícil as de agora, estão todas nessa onda Emo ai, F#%@ viu... Então fica Audioslave. Não é tão novo assim, mas eu curto muito o som dos caras, tanto música quanto letra..



Long life Rock n Roll ! 



terça-feira, 6 de julho de 2010

Coisas que ninguém me disse II

       Como que isso acontece? Com que permissão? Calma ai, não era para sempre?? 
       No post anterior a primeira tirinha fala de um príncipe encantado que nunca chega. E se, além dele não chegar, vir o vilão? Tenso.

       Sei que de todos os vilões, de qualquer desenho, de qualquer reino,  nenhum é tão seco e cruel quanto aquela que tem o poder de matar sorrateiramente. Sem dizer frases diabólicas, avisar mandando um fiel escudeiro atrapalhado ou sequestrar por um curto período o lado bom da força e no final perder, ela chega sem antes ser conhecida, sem ser anunciada, e causa um estrago instantâneo quando pisa no reino. Ela, a morte, não espera nada nem ninguém, e mesmo se você é do bem, ela não quer saber, todo mundo para o mesmo caldeirão!

       Deixando o conto de fadas de lado, falar sobre a morte é algo que se fala a todo momento, mas quando se sente, a história é outra. Justamente por ser tão difícil, comecei o texto falando dessa forma,  usando de metáfora para conseguir ir adiante, uma metáfora boba de contos de fada para falar do assalto que sofre a alma quando alguém querido te deixa...


       O que mais me deixa indignada é como em segundos a vida te tira quem você ama a anos!!! Saber que nunca mais você vai conversar com aquela pessoa, que ela nunca mais vai te ligar e contar sobre seu dia, ouvir ela chamar seu nome de forma carinhosamente errada, caminhar na mata, aprender sobre as montanhas da natureza e da vida, sobre a história do homem e sua literatura,  sobre  suas queridas abelhas, sobre música clássica e os imperadores romanos... Como assim??? Como assim nunca mais? Como assim, em segundos, sem te preparar, sem te dizer nada?!!! É um golpe em tudo, sabe aquela expressão: "uma facada no estômago"? Então, é no estômago, no coração, no fígado, no pulmão, é uma facada em tudo. Na mente? Nem falo nada...

        Em algum lugar do passado li essa frase, não me recordo aonde, mas era assim: 
                     
"A saudade é a memória do coração"
 
        Essa frase é curta e simples, mas muito bela e intensa... É exatamente isso  que sinto. É como se o coração virasse uma secretária eletrônica quando alguém morre: vários recados deixados e agora só eles que trazem aquela voz novamente, pois nunca mais aquele número vai te ligar, sendo assim, a memória da secretária, ou melhor, do coração, vira a eterna saudade do que já foi dito e de dizer alô novamente...
        Mais uma vez minha bochecha se enche de lágrima e aqui (mesmo não sendo o intuito desse blog, tratar de acontecimentos pessoais) deixo um pedaço de mim. Outro pedaço foi com ele, outro está na minha cidade natal (na qual não posso estar agora, o que dói ainda mais..)  e agora resta saber qual que está aqui a escrever...

Obrigada por tudo vô, obrigada por tudo Grande Foco...

Coisas que ninguém me disse

       Por acaso achei o blog desse cartunista, o Alex Noriega e achei bem massa! Ilustrações simples, com traços de desenho (sem ser pelo photoshop, 3D, 7D, 12D,1$&D.. eheh) e com conteúdo bem bacana:
coisas que ninguém te disse!